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A felicidade é muitas vezes sentida como perigosa...

  • Foto do escritor: Juliana Bertoncel
    Juliana Bertoncel
  • 20 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de dez. de 2025

Se eu te fizer uma pergunta simples, daquelas que não exigem reflexão, “você quer ser feliz?”, a resposta vem automática: “Claro!” “Lógico!” “Quem não quer?”


No nível consciente, todos escolhem a felicidade. O ponto delicado é outro: nem sempre estamos prontos, por dentro, para nos permitir senti-la.


Existe uma diferença enorme entre querer ser feliz e sentir-se autorizado a ser feliz. E é justamente aí que muitos tropeçam, mesmo quando tudo “aparentemente” vai bem.


Bert Hellinger, pioneiro da Constelação Familiar, aprofunda esse tema no livro Ordens do Amor. Ele descreve como, dentro do sistema familiar, atua uma força silenciosa e poderosa: a lealdade inconsciente. Segundo ele, na comunidade de destino que é a família, existe uma necessidade quase irresistível de compensação: entre ganhos e perdas, saúde e doença, sorte e desgraça, vida e morte.


Em termos simples: quando alguém do sistema sofreu demais, outro pode, sem perceber, sentir que não tem o direito de ir além.

Assim, se alguém foi infeliz, outro pode inconscientemente querer ser infeliz também.

Se alguém adoeceu ou carregou culpa, outro pode adoecer ou se culpar. Se alguém morreu cedo, outro pode flertar com a própria desistência da vida.


Não por fraqueza. Por amor.


Nesse movimento invisível, somos puxados à repetição do que é difícil. A felicidade passa a soar perigosa: não porque dói, mas porque separa. Ela pode trazer solidão. Já o sofrimento, paradoxalmente, traz companhia.


A dor nos conecta. A infelicidade preserva o pertencimento. O problema nos mantém “inocentes” e fiéis.


A solução, por outro lado, pode acionar sentimentos profundos de culpa e traição: “Se eu for feliz, abandono quem sofreu”. E enquanto essa culpa não é olhada de frente, a felicidade fica bloqueada, mesmo quando desejada.


Por isso, Hellinger afirma: a felicidade só se torna possível quando enfrentamos essa culpa.


Quando entramos em contato com essas identificações inconscientes e conseguimos olhar, com amor e respeito, para aquilo que foi difícil no nosso sistema, algo se solta. Saímos do amor cego, aquele que adoece, e caminhamos em direção a um amor mais adulto, que honra o passado sem precisar repeti-lo.


É exatamente isso que a Constelação Familiar oferece: um caminho de consciência que nos permite seguir adiante, sem negar o que foi, mas sem precisar continuar pagando o preço.



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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar

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