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Como lidar com pessoas vitimistas?

  • Foto do escritor: Juliana Bertoncel
    Juliana Bertoncel
  • 24 de mar. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 12 de dez. de 2025

como lidar com pessoas vitimistas

Assim que comecei a falar sobre postura vitimista no Instagram, muitas pessoas me enviaram a mesma pergunta: “Como lidar com alguém que se coloca como vítima o tempo todo?”


Conviver com alguém que vive nesse papel não é simples. Essa dinâmica costuma transformar assuntos cotidianos em tensões desnecessárias.


Pessoas que operam nesse padrão se ofendem com facilidade, evitam assumir responsabilidade e costumam buscar um culpado externo para cada dificuldade.


Também é comum adotarem atitudes de auto sacrifício e destacarem o próprio sofrimento como forma de influenciar as emoções e decisões dos outros.


Para quem convive com alguém assim, surgem três desafios centrais:


  1. Parar de carregar responsabilidades que não são suas.

  2. Parar de sentir culpa pelo sofrimento alheio.

  3. Parar de se abandonar para priorizar alguém que não está disposto a amadurecer.


E existe um ponto fundamental: a postura vitimista raramente muda com conselhos, paciência ou explicações. Essa mudança acontece com terapia. Essa perspectiva normalmente tem raízes profundas: traumas, experiências difíceis, modelos de comportamento aprendidos na infância. E sem apoio profissional, é muito difícil reorganizar tudo isso.


Mas não é só o vitimista que pode (e deve) considerar terapia. Se essa convivência mexe com você a ponto de te colocar no papel de salvador ou carregador de culpas, buscar ajuda também é um caminho de fortalecimento. A terapia ensina a diferenciar o que é seu do que é do outro, algo essencial para qualquer adulto que deseja viver de forma saudável.


Aqui estão algumas orientações práticas:

  1. Entenda a dinâmica, mas sem justificar comportamentos prejudiciais.

  2. Mantenha limites firmes. Limites protegem sua saúde emocional.

  3. Pare de tentar resolver problemas que não são seus. O vitimista precisa de um terapeuta, não de alguém para sustentar a narrativa.

  4. Sugira ajuda profissional com naturalidade. Essa é a orientação mais responsável a ser dada.

  5. Faça terapia você também, caso perceba que a relação está afetando sua clareza emocional.

  6. Evite debates tentando provar responsabilidades. Isso raramente produz mudança e tende a gerar conflito.

  7. Mantenha a firmeza quando vier a acusação de egoísmo. Ela costuma surgir quando você começa a se posicionar.

  8. Cuide das suas emoções. Já é um trabalho significativo.

  9. Afaste-se, se necessário. Em alguns cenários, distância é a postura mais saudável.


Compreender que carregar culpas alheias, tentar salvar quem não quer ser salvo e colocar-se sempre em segundo plano não é amor adulto, mas um padrão infantil que busca reconhecimento perdido, é um passo decisivo de maturidade emocional.


A cura está no processo de amadurecer por dentro. Ao reconhecer seus próprios limites e transformar seus padrões, você abre espaço para relações mais equilibradas, conscientes e saudáveis.


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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar

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