Mulher chata e reclamona ou homem imaturo? O que realmente destrói os relacionamentos
- Juliana Bertoncel

- 29 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 15 de dez. de 2025

É comum ouvir homens dizendo que mulheres reclamam demais. Que tudo vira drama. Que é TPM, exagero ou implicância. Essa narrativa é confortável, porque desloca o foco do problema real. Mas a verdade é que reclamação constante quase nunca nasce do nada. Ela costuma ser sintoma de uma relação desorganizada.
Antes de apontar o dedo para o comportamento feminino, é preciso olhar com honestidade para um outro cenário bastante frequente: homens que ainda não amadureceram emocionalmente.
Homens que não sustentam a própria palavra, fogem de responsabilidades, não assumem o papel de provedores emocionais e práticos, transferem para a mulher o peso da relação e ainda se colocam como vítimas quando ela cobra. Alguns se tornam carentes, ciumentos e possessivos. Outros priorizam a mãe em detrimento da parceira. Há ainda os que manipulam emocionalmente, fazem chantagem, ameaçam se machucar ou culpam a mulher pelas próprias escolhas fracassadas.
Isso é imaturidade. Quando um homem se recusa a crescer, ele tende a chamar de “reclamação” aquilo que, na verdade, é um pedido por presença, postura e responsabilidade. Reconhecer isso é essencial, porque amadurecer é tarefa dele, não da mulher ao lado.
Mas agora vem a parte que exige coragem das mulheres. A mulher precisa olhar para si e se perguntar: até que ponto o meu comportamento também está adoecendo essa relação?
Como deixar de pegar super pesado com a pessoa que você jurou amar e estar ao lado?
Muitas mulheres, especialmente as fortes, guerreiras e sobrecarregadas, entram em um padrão de crítica constante. Corrigem, cobram, apontam, pressionam. Não porque sejam más, mas porque estão cansadas, inseguras ou feridas. O problema é que, quando a crítica vira regra, o respeito morre.
Uma mulher começa a ser vista como “chata” quando deixa de reconhecer o que o parceiro faz e passa a enxergar apenas o que falta. Quando transforma cada gesto em insuficiente. Quando cobra conversa no momento errado, ignora o cansaço do outro e tenta arrancar presença à força.
Forçar diálogo depois de um dia exaustivo, corrigir o parceiro o tempo todo ou constrangê-lo em público não fortalece a relação. Isso infantiliza o homem e desgasta o vínculo. Mulher não é mãe, nem professora, nem terapeuta do parceiro. Humilhar não educa. Controlar não gera segurança.
Outro ponto delicado é insistir em mudar um homem claramente imaturo. Muitas mulheres reclamam do parceiro, mas continuam com ele. Reclamam da falta de iniciativa, mas assumem tudo. Reclamam da ausência emocional, mas permanecem. Isso exige honestidade. Ou você assume a escolha que fez e muda sua postura dentro da relação, ou sai do lugar de vítima e encerra o vínculo. Permanecer reclamando é uma forma silenciosa de autoabandono.
Quando a insatisfação é constante, vale olhar para dentro. A mulher crítica muitas vezes carrega feridas antigas, carência emocional ou um feminino machucado. Em muitos casos, faltou a força do pai internalizada, o que leva a mulher a ocupar um lugar de controle e dureza para se sentir segura. Essas dinâmicas inconscientes tornam os relacionamentos pesados e disfuncionais.
A boa notícia é que não é preciso viver assim.
Quando cada um assume sua parte, algo muda. O homem amadurece ou é convidado a sair. A mulher suaviza sem se anular. A relação deixa de ser um campo de batalha e passa a ser um espaço de construção.
Relacionamento saudável não nasce de acusação, nem de silêncio forçado. Nasce de responsabilidade emocional dos dois lados.
Se você percebe que vive presa nesse ciclo de crítica, cobrança, frustração e culpa, saiba que existem caminhos para reorganizar isso. A Constelação Familiar ajuda a revelar as dinâmicas ocultas que mantêm esses padrões ativos e permite que cada um volte ao seu lugar, com mais consciência, força e maturidade.
Não é sobre quem está certo. É sobre parar de repetir o que não funciona.
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