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“O filhinho da mamãe” ou "A filhinha do papai”

  • Foto do escritor: Juliana Bertoncel
    Juliana Bertoncel
  • 17 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 13 de dez. de 2025

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O "filhinho da mamãe" muitas vezes revela dinâmicas complexas quando observado à luz da Constelação Familiar. O filho excessivamente ligado à mãe pode refletir padrões inconscientes que afetam não apenas o indivíduo, mas todo o sistema.


Essa proximidade excessiva pode ser resultado de lealdades ocultas, onde o filho assume um papel de cuidador emocional da mãe, muitas vezes em detrimento de suas relações adultas.


Essa dinâmica pode gerar desequilíbrios, criando dificuldades para o desenvolvimento saudável de relacionamentos amorosos e compromissos mais maduros. Prontos para mais um conhecimento de como a relação de casal dos pais (ou ex-casal) pode afetar os filhos em seus relacionamentos amorosos quando adultos? A imagem colocada neste post mostra a lealdade inconsciente atuante neste sistema familiar....


Quando a relação amorosa dos pais, por algum motivo, resulta em brechas, o filho ou a filha, sentindo a necessidade não preenchida do pai ou da mãe, se coloca na função de compensar a falta (ou o que falta) para um dos pais.


É dessa dinâmica que surge “o filhinho da mamãe” ou a “filhinha do papai”. Não é um termo pejorativo, e sim um termo técnico que evidencia uma postura onde os filhos se colocam no movimento de viver a DOR de um dos pais e com isso, ficam INDISPONÍVEIS para viver a SUA PRÓPRIA vida.


Esses filhos, quando se encaminham para a vida adulta, muitas vezes não estão verdadeiramente disponíveis para uma relação amorosa, pois se encontram "vinculados e inconscientemente comprometidos" com seus pais.


Ao nos casarmos, nossa família de origem tem precedência, mas o nosso(a) parceiro(a) atual deve ter PRIORIDADE.


Quando o filho mantém um compromisso predominante com a mãe, priorizando-a em detrimento da esposa, essa relação está destinada ao fracasso...


- Então vocês podem dizer: "ah Ju, q exagero... gesto de carinho dessa mãe...".


Proponho uma reflexão: imaginem que, nesta foto, a mãe esteja ao lado do pai, formando um casal feliz e harmonioso. Nessa cena, observem como naturalmente a mãe daria a mão para o pai, e o filho para a noiva.


Em outras palavras, quando não existem "brechas" ou interferências na relação dos pais, os filhos ficam livres para seguir suas próprias vidas. Quando a relação amorosa dos pais, por algum motivo, apresenta lacunas, os filhos, sentindo a necessidade não atendida de um dos pais, assumem o papel de preencher essa falta para compensar a ausência.


É importante destacar que todo "filhinho da mamãe" acaba se relacionando com uma "filhinha do papai". Ambos, em nível inconsciente, estão indisponíveis para o amor, o que acaba gerando uma atração mútua. Essa dinâmica reflete as questões não resolvidas em relação aos pais, influenciando diretamente os padrões de relacionamento e a capacidade de entrega emocional.


A Constelação Familiar propõe uma exploração profunda dessas dinâmicas, buscando revelar e curar esses padrões. Ao reconhecer as lealdades e encontrar um novo equilíbrio, o "filhinho da mamãe" ou a "filhinha do papai" podem construir relacionamentos mais autênticos e livres de influências inconscientes, promovendo um crescimento emocional significativo.


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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar




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