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Interferência dos pais no casamento: como lidar

  • Foto do escritor: Juliana Bertoncel
    Juliana Bertoncel
  • 5 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 14 de dez. de 2025

A interferência dos pais no casamento raramente começa de forma explícita. Geralmente ela se disfarça de cuidado, conselho ou ajuda. Um palpite aqui, uma opinião ali, uma ajuda financeira que vem acompanhada de cobrança, uma crítica sutil ao parceiro. Quando o casal percebe, a relação já está tensionada e a intimidade comprometida.


Na visão da Constelação Familiar, isso acontece quando a hierarquia é confundida.


Os pais vieram antes e sempre serão maiores no sistema de origem.


Mas quando um adulto se casa, forma um novo sistema, e nesse novo sistema o parceiro precisa ocupar o primeiro lugar. Quando os pais continuam sendo prioridade emocional, o casamento perde força.


Muitos conflitos conjugais não nascem entre o casal, mas fora dele. Surgem quando decisões importantes passam pelo crivo dos pais, quando problemas do relacionamento são levados para a família de origem ou quando existe dependência financeira e emocional. Nesses casos, os pais acabam ocupando um lugar que não é deles, e o parceiro fica deslocado.


Lidar com a interferência dos pais exige maturidade e responsabilidade. Não se trata de confrontar, afastar ou romper vínculos. Trata-se de reorganizar lugares. O primeiro passo é assumir a própria vida adulta. Isso inclui ser financeiramente independente, parar de pedir opinião dos pais para decisões pessoais e compreender que conflitos do casal devem ser resolvidos entre o casal, não com terceiros.


Quando um filho leva problemas conjugais para os pais, ele os convida a se intrometer. Depois, reclamar do controle é ignorar a própria participação nessa dinâmica. Pais não são terapeutas nem melhores amigos dos filhos adultos. Eles são pais. Quando essa linha se rompe, a hierarquia se confunde e o controle aumenta.


Outro ponto essencial é compreender que ajuda constante cria dependência. Pedir apoio pontual é diferente de terceirizar responsabilidades. Filhos adultos que reclamam porque os pais não ajudam com os netos ou sustentam suas escolhas esquecem que quem decidiu formar família foi o casal. Assumir as consequências das próprias decisões fortalece o relacionamento e reduz interferências externas.


Também é importante abandonar a ideia de que a casa dos pais é uma opção viável diante de crises conjugais. Manter esse pensamento enfraquece o compromisso e impede o amadurecimento do casal. Casamentos fortes exigem lealdade clara ao sistema que foi escolhido, não ao sistema de origem.


Na Constelação Familiar, quando o filho se coloca no lugar certo, os pais tendem a recuar naturalmente. Não porque foram confrontados, mas porque não há mais espaço para invasão. O controle diminui quando a dependência termina.


Colocar ordem no sistema não significa amar menos os pais. Significa respeitá-los como vieram, reconhecer que deram o que puderam dar e seguir a própria vida com responsabilidade. Quando isso acontece, o casamento ganha força, a culpa diminui e a relação se torna mais leve.


Se você percebe que a interferência dos pais tem afetado sua relação e sente dificuldade de fazer esse movimento sozinho, a Constelação Familiar pode ajudar a reorganizar os vínculos com respeito, sem rupturas e sem culpa. Às vezes, um ajuste interno é suficiente para que toda a dinâmica externa se transforme.


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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar

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