Pais depressivos, filhos sobrecarregados:
- Juliana Bertoncel

- 5 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de dez. de 2025

Muitos adultos crescem com a sensação de que precisaram amadurecer cedo demais. Foram filhos de pais emocionalmente frágeis, deprimidos, confusos ou imaturos. Pais que não conseguiam sustentar limites, orientar com clareza ou ocupar o lugar de adultos na família.
Quando isso acontece, a hierarquia se perde. O filho passa a cuidar do pai ou da mãe, a regular o clima emocional da casa ou a assumir responsabilidades que não lhe cabiam. Por fora, parece força. Por dentro, é exaustão.
Nenhum pai ou mãe consegue dar ao filho aquilo que não tem dentro de si. Se seus pais não receberam estrutura emocional, referência de maturidade ou apoio dos próprios pais, eles simplesmente não aprenderam a oferecer isso. O resultado costuma ser uma família confusa, onde não fica claro quem é adulto e quem ainda funciona como criança emocional.
Com o tempo, muitos filhos crescem revoltados. Criticam, rotulam, reclamam. “Minha mãe é dramática.” “Meu pai é narcisista.” “Minha família me adoeceu.” Embora essas frases possam conter verdade, permanecer nelas não gera crescimento. Gera estagnação.
A Constelação Familiar traz uma verdade difícil de engolir, mas libertadora: essa foi a única família possível para você. Não a ideal. Não a desejada. Mas a real. Revoltar-se contra isso não muda o passado nem cria novos pais. Amadurecer é aceitar a realidade como ela é e partir dela para a própria vida.
Enquanto o adulto continua se vitimizando pela carência dos pais, ele permanece preso a eles. A crítica constante mantém o vínculo. A reclamação sustenta a dependência. O crescimento começa quando a pessoa para de apontar e começa a assumir.
Isso inclui um movimento essencial e muitas vezes evitado: reconhecer que você também não é perfeito. Que carrega imaturidades, sombras, padrões tóxicos e comportamentos herdados. Temos muito mais em comum com nossos pais do que gostaríamos de admitir. E só é possível curar aquilo que se reconhece.
Culpar os pais pelas dores da vida adulta pode até aliviar momentaneamente, mas não constrói maturidade. A partir de certo ponto, a responsabilidade passa a ser sua. Seus pais não puderam ser como você gostaria. Agora, cabe a você se tornar o adulto que faltou.
Construir uma personalidade madura significa aprender a lidar com a realidade sem fugir, sem se vitimizar e sem terceirizar a própria vida. Significa parar de esperar que os pais mudem para, então, você seguir em frente.
Na visão sistêmica, quando o filho aceita os pais como são, sem idealização e sem desprezo, algo se reorganiza internamente. A força que estava presa na crítica volta a fluir para a própria vida.
A Constelação Sistêmica permite olhar para a origem desses padrões de imaturidade, depressão, vazio e falta de força que atravessam gerações. Ao recolocar cada um no seu lugar e respeitar a hierarquia, o sistema se organiza e o adulto pode finalmente tomar a força que vem de cima e seguir.
Você não precisa repetir a história. Mas precisa parar de lutar contra ela. Vamos juntos?
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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar





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