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Por que casais brigam tanto? A dinñmica invisível entre “filhinho da mamãe” e “filhinha do papai”

  • Foto do escritor: Juliana Bertoncel
    Juliana Bertoncel
  • 9 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de dez. de 2025

Segundo Bert Hellinger, toda relação amorosa saudĂĄvel começa com uma renĂșncia, e ela nĂŁo acontece na vida adulta. Ela começa na infĂąncia.


Pouca gente percebe isso, mas muitos casais em crise nĂŁo estĂŁo brigando entre si. EstĂŁo repetindo, no relacionamento, uma lealdade antiga que nunca foi encerrada.


Para se tornar homem, o filho precisa renunciar Ă  primeira mulher da sua vida: a mĂŁe.


Para se tornar mulher, a filha precisa renunciar ao primeiro homem da sua vida: o pai.


Renunciar nĂŁo Ă© rejeitar. É colocar cada um no seu devido lugar.


Quando isso não acontece, o adulto até cresce por fora, mas continua emocionalmente preso. E aí começa o problema.


O filho que permanece na esfera de influĂȘncia da mĂŁe tende a virar um eterno adolescente: inseguro, dependente de aprovação, oscilando entre submissĂŁo e rebeldia. Ele atĂ© pode desejar mulheres, mas nĂŁo sustenta o lugar de homem.


A filha que permanece na esfera de influĂȘncia do pai tende a se tornar uma eterna adolescente emocional: sedutora, carente de validação, competitiva com outras mulheres, mas sem acesso pleno ao lugar de mulher madura.


Agora imagine esse encontro.

O famoso “filhinho da mamãe” com a “filhinha do papai”.


A atração Ă© forte. A quĂ­mica Ă© intensa. Parece amor Ă  primeira vista. Mas logo surgem as brigas, as cobranças, os testes constantes, os ciĂșmes, as exigĂȘncias emocionais impossĂ­veis de satisfazer.

Porque, no fundo, não são dois adultos se encontrando. São duas crianças feridas tentando resolver, no parceiro, algo que pertence aos pais.


Na constelação familiar, isso aparece com clareza: quando o vínculo com o pai ou com a mãe não foi simbolicamente encerrado, o parceiro vira palco de disputas antigas.


Ela cobra presença como cobrava do pai. Ele se fecha ou se perde como fazia diante da mãe.

E o relacionamento vira um campo de batalha emocional.

Casais assim nĂŁo sofrem por falta de amor. Sofrem por falta de ordem.


Hellinger foi direto: sem a renĂșncia correta na infĂąncia, nĂŁo hĂĄ maturidade emocional suficiente para sustentar uma relação adulta. O amor atĂ© existe, mas nĂŁo se organiza. E amor sem ordem adoece.


Talvez a pergunta que muitos casais deveriam se fazer não seja: “Por que brigamos tanto?”

Mas sim: “SerĂĄ que jĂĄ saĂ­mos, de verdade, do lugar de filhos para ocupar o lugar de homem e mulher?” Porque sĂł dois adultos inteiros conseguem construir um vĂ­nculo estĂĄvel. O resto Ă© intensidade, drama
 e repetição.


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Juliana Bertoncel - Psicoterapia Avançada & Constelação Familiar




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