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  • Juliana Bertoncel

“Os efeitos do perdão são especialmente nocivos quando a vítima absolve o agressor/traidor..."

Muitas mulheres foram ensinadas que devem perdoar incondicionalmente o parceiro que as trai. Que é função delas este ato benevolente para que a relação possa continuar. A relação pode até continuar, mas continua DOENTE, sem nada ter sido efetivamente resolvido. Vamos entender melhor esta questão?


Perdoar, nesse contexto, é um ato de arrogância. Aquela que perdoa toma para si a ilusão de que pode eliminar as consequências do ato do outro através do seu perdão.


Essa posição de superioridade priva o traidor da alternativa de crescer através do próprio erro, e pode gerar consequências nefastas para a relação e também para as próximas gerações.


UMA POSTURA VERDADEIRAMENTE AMOROSA TAMBÉM É UMA POSTURA QUE PERMITE REPARAÇÃO.


“Para que aconteça uma VERDADEIRA RECONCILIAÇÃO, a vítima tem não somente o direito, mas também o dever de exigir reparação e compensação e o culpado tem não apenas o dever de assumir as consequências de seus atos, mas também o direito de fazê-lo...


O ato de ‘perdoar’ também funciona como substituto para um confronto necessário. Com isso, apenas se encobre e adia o conflito, em vez de resolvê-lo” (Bert Hellinger)


Segundo Bert Hellinger, criador da Constelação, o perdão não é cabível entre dois seres humanos. Quando uma pessoa fere alguém e pede perdão para sua vítima, esse algoz/traidor está ERRANDO DE NOVO. Porque ele atribui à vítima, a RESPONSABILIDADE por perdoar.


E se por acaso a vítima “não perdoa”, ele a coloca num local de ALGOZ - “você não tem bom coração porque você não me perdoou!” e então o algoz se coloca no local da “vítima incompreendida". O agressor manipula e tenta inverter a situação a seu favor.


Qual o caminho para a solução:

O traidor dizer: "Eu sinto muito". Desta forma, ele abre um espaço interno em que ele mesmo pode crescer através do acolhimento da sua própria responsabilidade e culpa.


Só assim o campo se abre de forma a permitir que os dois possam negociar uma compensação justa que traz de volta a dignidade e a força dos dois e, junto com isso, a paz.


A partir deste movimento, é possível que ambos olhem para o espaço e a distância que há entre ambos na relação. Vejam onde a relação estava doente e tomem as ações cabíveis: seja um divórcio harmonioso, seja restaurar o AMOR NA ORDEM dentro da relação e a conexão que um dia fez ambos desejarem se tornar marido e mulher.


Independente do desfecho, desta forma, sempre será um movimento para o mais.


Como esse texto ressoa pra você?


Beijos de luz,

Juliana Bertoncel








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