Ultrapassando fronteiras

Eduardo é um menino de 13 anos, com características e comportamentos muito especiais e únicos. Um garoto maravilhoso, com uma excelente memória, que tem um completo entendimento e percepção do que acontece ao seu redor. E que a cada sessão me proporciona a oportunidade de aprender mais com ele e sobre ele mesmo. Ser "autista" não é quem ele é, mas só um nome que a medicina deu para encaixarmos suas peculiariedades num mundo "normal".

 

Esta entrevista foi realizada com a mãe, que autorizou a usar o nome verdadeiro do Du e se disponibilizou a compartilhar sua história para inspirar outras famílias. Você vai se emocionar com esse relato.

 

1) Quando e com qual objetivo você buscou a musicoterapia para o Du?

Eu sempre quis direcionar o Eduardo para vários aprendizados, e com isso tentar descobrir um grande gênio nele, além de criar um momento único dele com ele mesmo. Toda e qualquer terapia que o apresente a um novo mundo, uma nova realidade, acredito que seja benéfico ao seu desenvolvimento. Coisas novas que o tirem de sua zona de conforto são estímulos ao seu aprendizado e melhoram muito sua condição. A música veio com a intenção de trazer a fala, pois pode ser difícil falar, mas cantar não.

 

2) Qual era sua expectativa?

Apresentar o mundo da música, criar um clima de associação onde ele possa ao ouvir determinada música e remeter à uma situação, como nós mesmos temos lembranças da nossa infância e adolescência através da música, e o fato de entrar em contato com sons que atuem diretamente em seu emocional.

 

3) A musicoterapia lhe foi indicada por algum médico? Você já tinha ouvido falar sobre essa prática?

Eu sempre ouvi falar, os médicos já haviam indicado, mas, somente ao conhecer a Ju (Juliana Bertoncel) eu senti a necessidade. Eu estava numa fase de descobrimento do mundo maravilhoso que é “ser” Waldorf (um modelo de pedagogia escolar), e uma angustia tomava conta de mim... dizendo o quanto eu deveria proporcionar momentos do Eduardo com ele mesmo através de terapias diversas. E, publicações da Juliana no grupo waldorf no facebook fez com que eu sentisse uma empatia imediata e passasse a seguir o trabalho dela. Algo me dizia que tinha que ser ELA! Lia o site, a sua formação, a vida dela dentro da música desde antes de nascer, os trabalhos que ela estava envolvida e cada vez mais eu sentia a necessidade de trazer a Ju para a vida do Eduardo. Quase que uma paixão à primeira vista. Fiz o necessário para que pudesse proporcionar isso ao Dudu financeiramente falando.

 

4) Como você sente que o processo musicoterapeutico contribui para o Du?

Eu o sinto bem mais calmo, principalmente no dia da terapia. Hoje ele deixa colocar músicas, até dança dependendo do dia e de seu emocional, coisa que antes era complicado. Sem falar que no dia da musicoterapia ele já acorda todo feliz e falando da música, junta os brinquedos, prepara a mochila.

 

5) E para a família, o processo musicoterapeutico teve algum impacto?

O estado do Eduardo reflete diretamente no pai e em seu irmão, ele calmo, tudo calmo... ele agitado.. tudo agitado. Assim como seu estado de felicidade, quando sabe que terça é o dia de sua terapia, sua calma e alegria passa para eles. Dudu sempre cita a musicoterapia como “musical”

 

6) Quais foram os momentos mais significativos pra você, que de alguma forma você associa como benefício da musicoterapia?

A primeira sessão com certeza foi inesquecível. Ver o Eduardo emocionado com a metáfora da música do peixe vivo mexeu inclusive comigo, que fiquei dias e dias a pensar no sentimento que veio a tona. Dias pensando no quanto a musicoterapia faria o Eduardo se abrir, se expor, demonstrar sentimentos. Ao mesmo tempo foi uma experiência muito dolorosa, quase uma culpa, em “não ser a companhia” do Dudu depois que ele optou em ir morar com o pai. Porém, com a aceitação dele em cantar a música sem se emocionar como na primeira vez, vi que ele entendeu o recado de que eu estarei sempre ao lado dele, mesmo que não estivermos morando na mesma casa.

Um outro ganho significativo foi uma situação que proporcionou que toda a família percebesse o quanto o Eduardo é evoluído intelectualmente, embora não pareça. Foi o momento em que ele resolveu pegar o microfone e cantar no Karaokê. Acostumado a usar apenas para pedir para ir embora para a casa do pai, dessa vez, ele todo relaxado e à vontade, deitado no sofá, cantou uma música desconhecida, lendo a letra e seguindo o ritmo. Foi uma surpresa porque ninguém acreditava que ele sabia ler e por vê-lo “cantando” à sua maneira.

 

5) E para a família, o processo musicoterapeutico teve algum impacto?

O estado do Eduardo reflete diretamente no pai e em seu irmão, ele calmo, tudo calmo... ele agitado.. tudo agitado. Assim como seu estado de felicidade, quando sabe que terça é o dia de sua terapia, sua calma e alegria passa para eles. Dudu sempre cita a musicoterapia como “musical”

 

6) Quais foram os momentos mais significativos pra você, que de alguma forma você associa como benefício da musicoterapia?

A primeira sessão com certeza foi inesquecível. Ver o Eduardo emocionado com a metáfora da música do peixe vivo mexeu inclusive comigo, que fiquei dias e dias a pensar no sentimento que veio a tona. Dias pensando no quanto a musicoterapia faria o Eduardo se abrir, se expor, demonstrar sentimentos. Ao mesmo tempo foi uma experiência muito dolorosa, quase uma culpa, em “não ser a companhia” do Dudu depois que ele optou em ir morar com o pai. Porém, com a aceitação dele em cantar a música sem se emocionar como na primeira vez, vi que ele entendeu o recado de que eu estarei sempre ao lado dele, mesmo que não estivermos morando na mesma casa.

Um outro ganho significativo foi uma situação que proporcionou que toda a família percebesse o quanto o Eduardo é evoluído intelectualmente, embora não pareça. Foi o momento em que ele resolveu pegar o microfone e cantar no Karaokê. Acostumado a usar apenas para pedir para ir embora para a casa do pai, dessa vez, ele todo relaxado e à vontade, deitado no sofá, cantou uma música desconhecida, lendo a letra e seguindo o ritmo. Foi uma surpresa porque ninguém acreditava que ele sabia ler e por vê-lo “cantando” à sua maneira.

 

7) O que você espera daqui pra frente?

Acredito que seja um processo, e tudo nele parece que funciona em etapas, às vezes algo que nos parece pequeno tem um grande efeito no Eduardo e em outros momentos não, então eu penso e espero que ele evolua em seu momento, em seu tempo, ele sempre é uma surpresa.

 

8) Você indicaria a musicoterapia para outras pessoas?

Sim com certeza.. A música faz com que a pessoa entre em contato com ela mesma, com sentimentos, um trabalho que melhora respiração, dores, diminui o stress e a ansiedade, melhora habilidades socioeducativas, ajuda a comunicar de forma não verbal expondo seus sentimentos.

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