Musicoterapia, Cantoterapia, Aulas de Música
VOCÊ COME DEMAIS PORQUE ESTÁ TRISTE, OU VOCÊ ESTÁ TRISTE PORQUE COME DEMAIS?
(primeira parte)
Juliana Bertelli Bertoncel
Não é novidade para ninguém, que quando estamos tristes e desanimados com alguma coisa da nossa vida, acabamos procurando, na comida, alguma fonte de prazer. Mesmo aqueles que sabem que o alimento que estão ingerindo irá lhes fazer mal à saúde, não conseguem resistir às tentações. Que “fome” é essa que é capaz de até nos levar a agir contra nós mesmos, nos prejudicando?
Durante muito tempo, este comportamento de não conseguir resistir aos alimentos saborosos e muito calóricos foi visto com preconceito. Essas pessoas foram rotuladas como sendo pouco motivadas, com pouca persistência e disciplina. Hoje sabemos que não é bem assim. Que os nossos hábitos alimentares, inicialmente, estão fora do alcance de nossas decisões conscientes. No caso da obesidade, o indivíduo não a adquiriu apenas por “falta de força de vontade” para permanecer magro. A obesidade é uma doença crônica, e suas causas incluem aspectos genético-biológicos, endócrinos, ambientais, sociais, psicológicos e psiquiátricos.
No entanto, até mesmo as pessoas que sofrem da obesidade, sem perceber, sofrem também a influência desse preconceito. A partir deste preconceito, desenvolvem um sistema de crenças que determinam seus sentimentos e hábitos perante a vida: como a crença de que ser magro está ligado ao autocontrole e competência. Inconscientemente, o próprio obeso passa a acreditar que ser magro é fundamental para se ter sucesso e felicidade, afetando a sua auto-estima e levando-os a desenvolver pensamentos conflitantes: “Já que se estou sem controle de mim mesmo, e não terei sucesso nem felicidade, posso comer o que eu quiser e aproveitar o prazer deste momento”. Mas para a frustração desta pessoa, esse prazer passa, e vem a dor. A dor da consciência e do reforço da crença, reiniciando todo o ciclo.
Como vimos, não basta apenas ter força de vontade, é preciso entender como funcionamos, reestruturar crenças e conseqüentemente hábitos e comportamentos. Pôr onde começar? Na próxima edição você vai ficar sabendo. Até o próximo mês!