Musicoterapia, Cantoterapia, Aulas de Música
VOCÊ JÁ SE SENTIU FRUSTRADA DIANTE DO ESPELHO?
(segunda parte)
Juliana Bertoncel
Na edição passada você aprendeu como mudamos o conceito que temos de nós mesmos apenas trocando de roupa ou mudando os acessórios e que por isso, dei a dica de que somente coloque o pé para fora de casa após estar totalmente satisfeita com a imagem que você vê no espelho.
Muito bem, agora você já sai de casa se sentindo bem consigo mesmo, mas basta ver uma mulher mais sexy, com uma roupa mais colorida ou com um cabelo mais liso pra você voltar a se sentir inferior? E o contrário também é válido, você sai de casa com uma roupa velha, se sentindo mais ou menos arrumada, e basta alguém a elogiar (ou elogiar a roupa) pra você no mesmo instante mudar sua opinião sobre a roupa e passar a se sentir melhor com sua própria imagem?
Ou seja, a imagem que temos de nós mesmo está em constante processo de construção, sofrendo as influências do meio aonde vivemos e das relações que mantemos, através dos tempos. Vai dizer que não é verdade, o que você achava lindo há 10 anos atrás, hoje você acha horroroso? O seu peso antigamente estava ótimo pra você, e agora, mesmo continuando no mesmo peso, você já sente que precisa emagrecer? Aquela calça de cintura baixa, toda rasgada com a barra desfiada que você achava o máximo, hoje você não veste por nada desse mundo?
Isso acontece porque toda idéia de beleza só é válida em nossa vida social, dentro da nossa cultura. O que é bonito hoje, não era antigamente. O que é bonito no Brasil, pode não ser na Índia. O que é bonito nos grandes centros urbanos, pode não ser nas áreas rurais. E o que é bonito para os executivos, pode não ser para os punks.
Resumindo, o meio em que vivemos define o que é bonito, sexy e adequado, e modifica a imagem que temos de nós mesmos. Somos constantemente bombardeados com imagens de artistas sexys e maravilhosos, imagem essa irreal, já que toda as imagens públicas passam por retoques computadorizados. Isso gera em nós uma insatisfação generalizada e tem tornado o Brasil um campeão mundial em número de cirurgias plásticas.
Por isso, antes de se sentir culpada, frustrada e mal consigo mesmo por não ter o corpo do Brad Pitt ou a sensualidade da Angelina Jolie, procure novas referências ao seu redor e dentro de você mesmo.
Aqui fica a minha dica, antes de entrar numa dieta maluca, correr 20 kilometros por dia e virar a melhor amiga do bisturi, pare e reflita com muito carinho: eu desejo emagrecer ou eu acho que eu devo emagrecer?
Boas reflexões e até a próxima edição!