Musicoterapia, Cantoterapia, Aulas de Música
CONQUISTANDO A LIBERDADE
Juliana Bertelli Bertoncel
Você já tentou parar de fumar e não conseguiu? Ou conseguiu por dois meses e depois teve uma recaída e voltou ao vício? Porque é tão difícil mudar nossos hábitos e comportamentos?
Porque há uma diferença entre reprimir o vício (o que normalmente deixa a pessoa vulnerável a recaídas) e eliminar as causas psicológicas do vício. Mesmo que você não perceba, causas ou ganhos secundários, inconscientes, estão agindo contra seu desejo de mudança. Existe uma constante auto-sabotagem (inconsciente) que nos impede de ter êxito.
Esse princípio vale para todos os tipos de vícios:
- viciados em sexo,
- em fazer compras,
- em pessimismo (sim, isso é um vício),
- em álcool, drogas,
- em comer demais,
- em amar sempre o homem errado,
- em se apaixonar sempre por mulheres que não te dão valor,
- em brigas - você discute com seus filhos, pais, chefe, empregados, lojistas e até com o manobrista do salão de beleza que você freqüenta? –
- em fracassos e assim por diante.
Mas afinal, o que é vício? Vício (do latim “vitium”, que significa “falha ou defeito”) é um hábito repetitivo que busca algum tipo de prazer ou alívio a curto prazo, mas que a longo prazo sempre acarreta conseqüências negativas, destrutivas e prejudiciais.
É um “defeito psicológico” que se mantém vivo e se fortalece cada vez que cedemos ao vício, alimentando-o. O pior é que sempre que alimentado, esse “defeito psicológico” fica mais forte e com isso tem maior poder de controle sobre o viciado, obrigando a pessoa a voltar a cair no vício tornando assim a alimentar novamente esse defeito. É uma bola de neve, que começa pequena e que com o decorrer do tempo se transforma em algo totalmente sem controle.
Neste ponto você deve estar se perguntando: como posso parar com essa bola de neve e interromper esse círculo vicioso? O melhor meio para eliminar os “defeitos psicológicos” é fazer um “regime mental”.
95% dos nossos atos são comandados pelo inconsciente e apenas 5% pelo consciente. Está claro porque não conseguimos alterar de uma hora para outra nossos comportamentos. Precisamos primeiro aprender o que nos leva a agir de determinada forma para depois mudar nossa ação.
É necessário entender como as crenças inconscientes controlam nossa vida e descobrir quais são as forças que nos movem.
Não podemos esquecer que o viciado terá que passar também pelo “regime químico”. Todo vício psicológico, depois de um tempo, acarreta em um vício químico no organismo: o organismo fica condicionado a só se sentir bem com estas substâncias. Por isto, o mais indicado é trabalhar o “regime mental” junto com a redução gradual da substância do qual se é dependente.
Todo mês iremos falar sobre um vício específico, suas origens psicológicas, e como agir para conseguir se livrar dele.
“Os mesmos velhos hábitos produzirão os mesmos velhos resultados” (Peter Drucker).
Auto-conhecimento é a base para qualquer mudança!