A MUSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DA ENFISEMA PULMONAR, BRONQUITE CRÔNICA, ASMA E DPOC.

 

Juliana Bertelli Bertoncel


Atualmente no Brasil mais de cinco milhões de brasileiros sofrem com doenças crônicas no trato respiratório inferior.

A Musicoterapia não substitui outras formas de tratamento como o tratamento medicamentoso, fisioterápico, etc, mas é uma excelente auxiliar na reabilitação destes pacientes.

O tratamento ocorre em sessões semanais e cada sessão é dividida em três momentos: a primeira parte do atendimento tem como objetivo a reeducação respiratória. A segunda parte da sessão é destinada a trabalhar os aspectos emocionais, e por último, o paciente passará por um relaxamento dirigido. Esta atividade promove a condição para que o paciente perceba suas alterações respiratórias, vinculadas aos diferentes estímulos emocionais.

O medo e a depressão tem intrínseca ligação com o bloqueio da organização respiratória. Para Lowen (1970), a respiração inadequada provoca ansiedade, irritabilidade e tensão. Além disso, ele afirma que a depressão e a fadiga são resultados diretos da má respiração.

Ou seja, estes problemas não podem ser resolvidos apenas por processo medicamentoso. Para uma boa reabilitação, é necessário passar também por um atendimento terapêutico.

Só quando uma pessoa se torna totalmente viva, sua capacidade para sentir prazer poderá ser restaurada totalmente. (...) Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade” (LOWEN, 1970).